quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Fazemos os Possíveis e os Impossíveis!

Um tema por mês... 
Um trabalho por sonâmbulo, relacionado com esse tema. 
O deste mês é...

o impossível

Parece-vos difícil? Talvez. Mas olhem que vamos fazê-lo acontecer! 
Estejam atentos!

sábado, 12 de novembro de 2016

Vício 0.3

Se os nossos medos são hábitos bem instalados, por nada largados, então que toda a aprendizagem passível de fazer com o que nos faz tremer também vire vício.

autora: Maria Ramos

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Ainda não é hora de parar!

Um tema por mês... 
Um trabalho por sonâmbulo, relacionado com esse tema. 
O deste mês é...

vício

Não deixes de nos visitar: uma, outra, outra, e mais outra vez....

sábado, 22 de outubro de 2016

Futuro 0.4

O ser humano é um ser obrigado a vergar-se perante a adaptação, sendo tanto servo como nobre no seu reino: tudo dependerá da sorte e também do esforço. De momento, a adaptação exigi-me que seja uma bebé capaz de dar passos de adulta. Terei de caminhar sem nunca o ter feito, sem saber ao certo como coloco e levanto os pés do chão de forma controlada e continuada. Terei de o fazer observando e repetindo todas as etapas vezes e vezes sem conta. Assim sou agora e sou-o, porém, ansiando pelo momento em que serei adulta brincando despreocupadamente como uma criança - podendo fazer e ser de tudo um pouco sem quase pensar no que vem a seguir.
O futuro - aprendi - não tem de aparentar-se lógico (nem sê-lo de facto). Nem sempre se começa por gatinhar para um dia mais tarde andar: por vezes começa-se logo a andar, e até há quem comece, desde logo, a nadar. Tudo dependerá de onde e como se nascer, de onde e como se crescer. O futuro não dá a cara de sequencial, não se antevê certo, e nem sempre cresce suave e sem se notar: é em tudo improvável. Um improvável que, contudo, não é impossível.

autora: Maria Ramos

sábado, 8 de outubro de 2016

Futuro 0.2

A única altura em que o futuro depende de uma bola de cristal é quando detenho essa bola nas minhas mãos. E juro que a largo para se estilhaçar em mil pedacinhos ou a condecoro mero biblô, pois só assim a admito espelhar-me a mim e ao meu mundo: comigo a ditar-lhe, antes de mais, como quero ver-me no meu destino. Não lhe permito todo o enredo - ah, não; não se não puder participar da encenação. Mais que meu mapa astral ou que qualquer sorte tirada de um baralho, os meus passos traço-os eu ao mirar o céu e ao procurar a beleza das estrelas como guia, mesmo que haja névoa e que chova granizo - hei de aprender a lidar com o clima como quero aprender lidar com a minha vida. Aconteça o que acontecer: é minha. Não de objetos criados pelo Homem. Até porque eles só detêm o significado que lhes concedermos... e que, portanto, eu quero. E eu não quero dar-lhes nenhum.

autora: Maria Ramos

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Previsões para as Próximas Semanas...

Um tema por mês... 
Um trabalho por sonâmbulo, relacionado com esse tema. 
O deste mês é...

futuro

O que irá sair do baralho desta vez? Venham desvendá-lo connosco!

sábado, 3 de setembro de 2016

Asas 0.1

(1) 
Liberta as asas, clamam os ditos. E há quem não perceba nada de que a dica era para se desprender da rotina e voar, voar mais longe: liberta antes a mão das asas das chávenas de café e chá, esses que engole à pressa em dias de trabalho rotineiro, e acaba por se queimar. Larga as asas, aconselham os amigos, a família... Só que há quem tenha os pés tão assentes na terra que leva na literal o que é metáfora, acabando por largar os sacos cheios de compras na direção dos dedos - e nem os sapatos os salvam de largar um grito de dor. Abre as asas, ouve-se por aí; e logo a seguir vê-se um senhor que segue a instrução à risca, transformando-se num ápice num lambão a querer todo o céu para si e a dar uma cotovelada ao vizinho do lado.
Por outro lado... olho para ti e flutuas só por andar. Tu flutuas ainda que com os pés no chão, ainda que muito ciente que por vezes não se pode fazer da vida um poema de sorrisos. Só que nessas alturas, se for preciso, sorris e e dizes que, lá por serem de lágrimas, não quer dizer que alguns não possam ser poemas - ou não os houvesse também de saudades, de perdas, de dores. Não tens asas das que se veem como se veem nos pássaros - mas é evidente que voas. Quem disse que as asas reais tinham de ser fisicamente visíveis? As tuas não são; porém existem e levam às nuvens num simples abraço.

(2) 
Adoro que o nosso dar de mãos seja como um bater de asas que nos eleva juntos pelo céu ao mesmo tempo que nos permite a liberdade das direções a tomar. O amor é difícil de definir, mas com certeza não serão dois passarinhos juntos no baloiço de uma gaiola: chega a um ponto em já não sabem (nem conseguem) ser mais do que aquilo. Não nos encontro presos a essa definição de não-amor, felizmente; para dizer a verdade, não nos encontro presos a qualquer definição, seja do que for. O que bate certo, ou afinal o amor não é suposto ser isso mesmo? Algo sem limites, sem palavras? Não vamos por rótulos nesse tópico, que eles não o servem. Vamos por sentimentos, que só assim é possível falá-lo, escrevê-lo, pintá-lo, representá-lo,... demonstrá-lo. Só sei que te amo, e que amo sermos assim: algo além do baloiço fechado numa divisão - uma união que se formou e que se mantém livremente, decidindo, também, livremente voar um bocadinho mais longe, todos os dias, além barreiras.

autora: Maria Ramos

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Vamos Viajar?

Um tema por mês... 
Um trabalho por sonâmbulo, relacionado com esse tema. 
O deste mês é...

asas

Não deixem a cabeça na Lua! Venham respirar estes ares!

sábado, 13 de agosto de 2016

Horror 0.2

De que cor é o horror? De que cor é a realidade que cai sobre ti - e que ganha vida, e que morre em ti -, ao veres que quando um Homem tem uma ideia negra, foi porque "uma lâmpada se lhe acendeu" ao surgir essa ideia? 
Essa cor, diria, é escolhida por ti.

autora: Maria Ramos